Lidando com a Tribulação – Parte 4

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A Lição de Gideão

Para continuar o tema de resistir à tribulação, é importante ler atentamente a passagem abaixo:

“Gideão e os cem homens que o acompanhavam chegaram aos postos avançados do acampamento pouco depois da meia noite, assim que foram trocadas as sentinelas. Tocaram as suas trombetas e quebraram os jarros que tinham nas mãos; as três companhias tocaram as trombetas e despedaçaram os jarros. Empunhando as tochas com a mão esquerda e as trombetas com a direita, gritaram: “À espada, pelo ETERNO e por Gideão! Cada homem mantinha a sua posição em torno do acampamento, e todos os midianitas fugiam correndo e gritando. Quando as trezentas trombetas soaram, o ETERNO fez que em todo o acampamento os homens se voltassem uns contra os outros com as suas espadas. Mas muitos fugiram para Bete-Sita, na direção de Zererá, até a fronteira de Abel-Meolá, perto de Tabate.” (Juízes 7:19-22)

Repare como o exército de Gideão jogou com o psicológico dos midianitas, que eram bem mais numerosos do que eles. Tomados pela surpresa de se verem cercados e pelo medo do barulho ensurdecedor feito pelos homens de Gideão, os midianitas se apavoraram, uns fugindo e outros, na confusão, se voltando uns contra os outros.

A brilhante estratégia dada pelo Senhor a Gideão fez com que os midianitas achassem que os exércitos israelitas eram muito maiores do que verdadeiramente eram. E isso está na base daquilo que fez com que eles saíssem derrotados.

 

Ilusão ou Realidade?

Precisamos estar atentos, pois a tribulação pode nos colocar do lado errado da história que ilustra nosso exemplo. Para isso, é importante manter o que chamo de pensamento objetivo.

Muita gente, diante da tribulação, acaba se deixando levar pela pressão do psicológico e do emocional, e perdendo assim a objetividade. E essa é uma receita certa para que a pessoa se afunde totalmente.

Tomemos como exemplo um rapaz que acaba de perder uma namorada. Ele pode pensar: “Perdi o grande amor da minha vida!” E pode assim afundar numa depressão.

Nessas horas, é importante compreender que por mais que os nossos sentimentos sejam reais, eles não necessariamente representam a realidade dos fatos. O medo dos midianitas era real, mas não era uma expressão da realidade.

Ao invés de se deixar levar pela emoção, ele pode pensar: “Existem mais de 7 bilhões de pessoas no planeta. Embora esteja sofrendo agora, as chances de que eu nunca encontre alguém a quem amar são estatisticamente desprezíveis.”

Uma pessoa que recentemente perdeu um parente pode, tomado pela emoção, pensar: “A vida não tem mais sentido sem essa pessoa!” E assim, não encontrar forças para lutar.

Porém, novamente aplicando um pensamento objetivo, pode pensar: “Pessoas perdem parentes o tempo todo e reconstroem suas vidas. Embora esteja agora sentindo a dor da perda, não há porque eu não conseguir me recuperar, da mesma forma que os outros o fazem.”

 

Mantendo a Objetividade

Manter o pensamento objetivo é importante porque, se nos deixarmos levar por nossas emoções, os problemas se tornarão tão grandes que não conseguiremos superá-los. Isso não significa reprimir nossas emoções, mas sim entender que elas podem trair nossa percepção, exatamente como aconteceu com os midianitas.

Há algumas perguntas que você pode fazer para ajudar a manter a objetividade:

1) Eu já passei por isso antes? Como sobrevivi?
2) Outros já passaram por isso? Como tocaram suas vidas?
3) É realmente razoável imaginar que o problema não tenha solução?
4) Daqui a 5 anos, esse problema ainda persistirá ou terá se resolvido de alguma maneira?
5) Dá pra aprender a conviver com o problema, caso persista e tentar ser o mais feliz possível?

Procurar meditar nessas coisas ajudará a manter o foco na objetividade. Embora ter fé seja importante, é muito mais fácil manter a fé no Criador quando somos objetivos quanto à nossa realidade.

1 COMENTÁRIO

  1. Na verdade pelo que entendi, não podemos aumentar mais o problema do que ele realmente é ou se mostra. Tudo na vida passa.

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