As 3 Peneiras da Língua

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Há uma parábola que diz que um jovem procurou um sábio, dizendo que precisava lhe contar um fato ocorrido com outra pessoa.

O sábio então respondeu que antes de contar, o rapaz deveria passar o fato por três peneiras.

A primeira é a peneira da verdade. Ele deveria sempre se certificar de que o que está sendo contado é um fato verídico. Caso passasse pela primeira, deveria ser passada pela segunda.

A segunda é a peneira da bondade. A história a ser contada era algo edificante? Era algo que ajudaria a construir ou ajudar alguém em seu caminho? Ou seria apenas algo destrutivo? Caso passasse pela segunda, deveria ainda ser passada pela terceira.

A terceira é a peneira da necessidade. Por que a história deveria ser contada? A pessoa que ouve precisa mesmo ouvir? Ajudaria a resolver um problema? Seria mesmo necessário que a história fosse transmitida adiante?

Se a história passasse pelas três peneiras, então era importante, então o jovem deveria mesmo contar. Caso contrário, seria apenas uma fofoca, ou uma história maliciosa, que só iria nutrir discórdia e causar o mal.

Essa belíssima parábola é de origem desconhecida. Mas, ela ilustra bem três princípios bíblicos. De fato, encontramos nas Escrituras os três valores, representados na estória pelas três peneiras.

A Bíblia Hebraica nos diz que devemos apenas falar aquilo que sabemos ser verdadeiro:

“O Eterno odeia os lábios mentirosos, mas se deleita com os que falam a verdade.” (Pv. 12:22)

É claro que o Eterno não irá condenar aquele que falou uma mentira pensando ser verdade, desde que ele não tenha sido negligente.

Se você estava em condições de pesquisar e checar a verdade dos fatos, como é o caso, por exemplo, dos boatos de Internet, então você será cobrado e o preço será alto, pois o dano causado é enorme. Tenha, daqui pra frente, esse cuidado.

“O homem perverso espalha contendas, e o que espalha boatos afasta bons amigos.” (Pv. 16:28)

A segunda peneira também é um conceito alinhado com a Bíblia Hebraica, pois é a diferença entre o fofoqueiro e o prudente. Analise profundamente seu coração: Você quer fazer o bem, ou ver o circo pegar fogo? Resista à tentação! E lembre-se que a língua deve ser usada para o bem, não para o mal.

“Na multidão de palavras não falta transgressão; Mas quem refreia os seus lábios, procede sabiamente.” (Pv. 10:19)

Sejamos diretos: Falar demais é pecado. O versículo acima é semelhante à terceira peneira. Depois de verificar se algo é verdadeiro e ter certeza de que o que estamos querendo contar é para o bem, vem a terceira e última peneira: É útil falar? O sábio não fica contando histórias sem utilidade. Aprender a refrear nossos lábios – ou até mesmo o botão de compartilhar numa rede social – é fundamental.

Esses freios valem também para notícias postadas na Internet e até mesmo acusações feitas a pessoas famosas. Inclusive políticos! Um político pode ser um sem-vergonha, mas nem por isso devemos espalhar mentiras e boatos infundados a seu respeito!

E não se esqueça: Com uma só palavra, você pode acabar destruindo a vida de alguém.

Uma enorme quantidade de mal começa justamente com pessoas espalhando meias verdades, querendo ver o circo pegar fogo ou falando por falar. Na dúvida, siga o conselho bíblico: É melhor ficar em silêncio.

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